|
Breve
nota introdutória
A mata do Buçaco é bastante rica
no que diz respeito à flora.
Quando
no século XVI os monges Carmelitas a descobriram,
encontraram nela uma grande diversidade de vegetação.
As condições climáticas da
região, nomeadamente a abundância
de precipitação (1500mm/ano), favoreciam
esta diversidade.
Dada
a sua cultura religiosa e a ligação
à natureza os monges contribuíram
de forma significativa para o aumento da diversidade
existente, replantando e introduzindo
novas espécies.
Os
ciprestes e os cedros são bastante representativos
na Mata e são exemplos marcantes da ligação
a textos bíblicos (Os cedros e os ciprestes
eram associados ao Líbano e ao Monte Sião,
em Jerusalém ... As madeiras da Cruz são
Cedros e Ciprestes)*.
Durante
todo o período de ocupação
do Buçaco pelos Carmelitas (de 1628 a 1834),
além da plantação de espécies
da região ou oriundas de regiões
mais distantes, esta
ordem religiosa preservou todo o património
natural e foi construíndo o que, ainda
hoje, constitui motivo de visita a este recanto
da Serra do Buçaco.
Com
alguma tristeza, constatamos que actualmente a
mata se encontra algo degradada e abandonada.
Sente-se uma grande necessidade de realizar diversos
trabalhos de limpeza de matos, de espécies
invasoras, de podas de limpeza e de recuperação
de exemplares arbóreos.
*
Novo Guia Histórico do Buçaco,
Santos, J.J. Carvalhão, Minerva, 1997
|